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O colapso no preço do petróleo

Entenda os motivos para a queda do preço do petróleo e quais as consequências para o Brasil e os brasileiros.

No início de março, os preços do petróleo fecharam com a maior desvalorização da história. A pandemia causada pelo novo coronavírus foi o ponta pé inicial para essa queda, mas uma guerra política contribuiu ainda mais para a baixa do setor. Os preços de seus derivados já diminuíram para o consumidor final e, embora as altas já comecem a acontecer, especialistas são cautelosos quanto a expectativas otimistas. 

Tudo começou quando a Arábia Saudita, principal produtor de petróleo do mundo, propôs a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) um corte na produção da comoditie, isso pensando na baixa da demanda causada pelo avanço do COVID-19, que já se espalhava por diversos países naquele momento. Porém, a Rússia rejeito o acordo com a justificativa de que, com os preços do petróleo mais baratos, o gás de xisto iria se tornar um concorrente direto. 

Com a negativa russa, uma guerra de preços foi travada pela Arábia Saudita que aumentou sua produção e diminui seus valores, prejudicando o mercado dos outros produtores. Com isso, o setor que já apresentava uma queda causada pela pandemia, sofreu ainda mais. 

Países que possuem um custo de produção mais caro, como o EUA, foram os principais prejudicados. No início de abril, a Opep se reuniu e chegou a um acordo que oficializou a redução na produção de 9,7 milhões de barris por dia. O acordo tem duração de dois meses, mas pode não ser suficiente. 

“O acordo entre os produtores reduziu em mais ou menos em 10 milhões a oferta de petróleo do mundo, o problema é que esse volume é muito pouco se comparado com a queda da demanda. As expectativas que estamos vendo hoje é que entre maio e abril vamos ter uma queda superior a 20 milhões de barril dia – de consumo. Ou seja, essa relação entre queda e demanda não está equilibrada”

explica Rodrigo Pimentel, coordenador técnico do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). 

Com o acordo, os preços voltaram a subir, mas ainda estão abaixo do comum. O mercado segue atento as melhoras, porém com a demanda ainda baixa, a previsão é que novos cortes ocorram.

Homem segurando um celular de máscara
Créditos: Elements Envato

Consequências para o Brasil

Com os preços mundiais para baixos, as petrolíferas brasileiras também sofrem. Quanto mais baixo o preço, menos essas empresas ganham no segmento de exploração, logo, devem fazer cortes na sua produção. Rodrigo explica que a Petrobrás tem uma vantagem, já que tem um parque de refino grande e isso acaba atenuando os impactos do setor de produção. “O preço dos derivados não vão cair na mesma medida que o preço do petróleo cru”, finaliza.

E para os brasileiros?

Para o consumidor o preço da gasolina e diesel já tiveram baixa no último mês. O preço do gás de cozinha, outro derivado do petróleo, fechou com alta na demanda já que as pessoas estão ficando mais em casa. Porém, um grande impacto negativo é que com o mercado cheio de oscilações, a atividade industrial sofre um encolhimento o que gera desemprego e perda de renda.

E para quem investe no setor?

Em geral, todos os setores foram atingidos e os investidores já começam a sentir. O editor da Empiricus Research, Felipe Arrais, acredita que, para quem tem ações ligadas a esse setor o mais importante agora é conhecer a fundo a empresa que investe.

“No Brasil temos dois bons exemplos, Petrobras e PetroRio. A PetroRio tem um custo de extração maior, por isso, com a queda de preços, ela é obrigada a vender o Petróleo mais barato do que o preço que ela gasta para extrair. Já a Petrobrás, por ter um custo de extração menor, consegue ter um maior conforto em um cenário de preços em queda”, finaliza Felipe. 

Time de Conteudo W3COMUNICA

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